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EM DEFESA DA GEAP Conselheiros enviam carta aberta ao presidente Lula

Nos próximos dias, o Governo Lula vai indicar nomes para a Diretoria da GEAP e nós, conselheiros eleitos e lideranças sindicais estamos travando uma batalha para garantir que os trabalhadores assumam a condução da GEAP, afinal somos nós que pagamos 90% do custeio do plano. A GEAP é uma Fundação Privada e o governo não tem porque se arvorar em dono e “mandar” nos destinos da entidade.

Por isso, estamos divulgando essa carta aberta ao Presidente Lula e estamos fazendo pressão junto aos parlamentares para aumentar nosso grito e nos fazer ouvir. A GEAP é nossa, nós pagamos, nós devemos dirigí-la. Faça repercutir esse documento em todas as suas redes, quem tiver acesso à mídia, blog, rádios, pode e deve dar a mais ampla divulgação.

Confira abaixo a carta aberta:

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Carta Aberta ao Presidente LULA

Aos Ministros:
Rui Costa – Casa Civil
Esther Dweck – Gestão
Alexandre Padilha – Relações Institucionais
À Bancada do PT no Senado
À Bancada do PT na Câmara Federal
Ilmos Srs;
O governo Lula está na iminência de definir um novo comando para a GEAP-Autogestão em Saúde, o Plano de
Saúde do Funcionalismo Público Federal.
Os Servidores Públicos Federais, representados por suas entidades de classe e seus conselheiros eleitos estão
alinhados e trabalhando intensamente para corrigir os desmandos existentes na GEAP. O Presidente Lula
prometeu fazer mais e melhor em seu 3º mandato Presidencial e por isso, defendemos que GEAP-Autogestão em
Saúde, faça parte desse mais e melhor para bem cumprir sua missão junto aos assistidos e seus familiares.
Os servidores arcam com carca de 90% (noventa por cento) do custeio, enquanto a União arca com apenas 10%
(dez por cento percapta congelado desde 2016) e mantém comando pelo voto de minerva sem qualquer garantia
de efetiva participação dos servidores na gestão. Pior ainda é negociar a diretoria da GEAP com o PODEMOS,
entregando o que não lhe pertence ao colocar a GEAP no toma lá dá cá, em desrespeito às árduas batalhas
travadas pelas entidades representativas dos assistidos e sua representação no Conselho de Administração, luta
que precisa ser respeitada urgentemente!
Assim, vimos somar aos representantes dos beneficiários, conselheiros eleitos, sinalizando a VVSªs, para que a
GEAP não seja moeda de troca usada em arranjos políticos, mas sim respeitadas as representações de sua base e
os Conselheiros Eleitos, assumindo os pressupostos a seguir:
1. Retirada dos Militares da GEAP, retomada do poder civil, respeito às normas estatutárias e aos servidores;
2. Designação de Conselheiros, que sejam beneficiários, servidores das patrocinadoras e comprometidos com a
entidade;
3. Suspensão imediata do reajuste de 9,11% (nove inteiros e onze décimos por cento), a incidir a partir de fevereiro
próximo sobre as contribuições dos servidores para os planos de saúde oferecidos pela GEAP;
4. Paridade na participação das Patrocinadoras no custeio dos planos, sendo 50% para as patrocinadoras e 50%
para os assistidos, conforme era no princípio;
5. Realização imediata de auditoria externa na GEAP, de modo a apontar objetivamente qual é a sua real situação
financeira e patrimonial atual;
6. Trabalhar pela verticalização da rede assistencial (hospitais e clínicas próprios), como forma de otimizar custo
e qualidade dos serviços aos usuários, abrindo ao SUS, eventuais excedentes;
7. Atuar juntos as instâncias reguladoras, ANS, PREVIC, CADE para enfrentar os monopólios e oligopólios que
atuam na área da saúde;
8. Trabalhar pelo retorno dos programas de promoção à saúde e prevenção de doenças, com mensuração de
desempenho;
9. Recriar esferas de relacionamento com as áreas de gestão de pessoas, programas de qualidade de vida nas
patrocinadoras; inclusive policlínicas para o trato de doenças crônicas (ex. CliniCassi);
10. Constituir fóruns permanentes com as autogestões para estreitar parcerias e alinhar os objetivos do
segmento.
BENEFICIÁRIOS GEAP; ENTIDADES REPRESENTATIVAS DE CLASSE