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Apesar das crises e ataques do governo, sindicatos protegem emprego, renda e saúde

Um 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora, com mais desafios que muitos outros. Além da crise econômica e das altas taxas de desemprego, este ano temos uma emergência sanitária, crise política, pacotes de medidas que tiram direitos da classe trabalhadora sob o pretexto de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e um presidente inepto, péssimo gestor, pessoa confusa e adepta mais de criar polêmicas do que as soluções para os problemas que o país enfrenta.

E, apesar de toda perseguição e ataques ao movimento sindical, o governo de Jair Bolsonaro não conseguiu impedir a atuação sindical forte e combativa dos sindicatos que realmente existem para lutar e proteger os direitos da classe trabalhadora, como mostram as negociações de sindicatos de metalúrgicos de vários estados, que driblaram a Medida Provisória (MP) 936, que autoriza redução de jornada e salário e suspensão de contratos de trabalho.

Em boletim especial divulgado nesta quinta-feira (30), o Dieese estima que, até agora, as negociações abrangeram pelo menos 4,4 milhões de trabalhadores  com pelo menos um item referente as medidas provisórias editadas por conta da pandemia ou sob o pretexto dela.

A maioria, quase 69%, está concentrada na região Sudeste, envolvendo categorias como bancários, comerciários, metalúrgicos e químicos, entre outras. As negociações coletivas foram tema de outro boletim do Dieese, divulgado recentemente.

“Nos dois últimos meses de pandemia, isolamento e paralisação de grande parte das atividades econômicas, os sindicatos assumiram protagonismo na manutenção da vida, do emprego e da saúde do trabalhador”, destaca o Dieese. “Pressionaram pelo aumento do valor do benefício emergencial, pressionando e vencendo a proposta do governo de pagar somente R$ 200,00. Por meio das negociações coletivas, evitaram que os ataques do governo aos direitos e à vida prejudicassem ainda mais os trabalhadores e lidaram com várias situações impostas a eles nos diversos setores de atividades, sempre com o objetivo de proteger a vida e o emprego “

Mas, ao mesmo tempo, o instituto detecta demissões em alguns setores, em informações obtidas a partir de notícias divulgadas na imprensa. O Dieese lembra que a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), registro do emprego formal no país, foi suspensa pelo governo.

E o IBGE interrompeu a coleta presencial de dados para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O resultado do trimestre encerrado em março foi divulgado nesta quinta, mas a próxima divulgação não está garantida. Além disso, os dados sobre empregos preservados com o benefício emergencial aparecem “de forma imprecisa e pouco transparente”.

Escrito por: Redação CUT