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Uma reflexão da conjuntura política do ano de 2021

 

O ano de 2021 foi certamente um dos mais atípicos que os trabalhadores passaram nos últimos tempos, numa conjuntura totalmente desfavorável aos que produzem a riqueza desse País. Como se não bastasse a pandemia da Covid-19, o desemprego, inflação alta, tentativas reiteradas de destruição dos serviços públicos, esse governo de extrema-direita ainda promoveu constantes ataques à Democracia e suas Instituições.

Com os trabalhadores do serviço público não foi diferente. Sofremos ataques de toda a ordem: salários congelados, agendas com os sindicatos praticamente não existiram, e quando aconteceram só de faz de conta, pois o que era acordado nada era cumprido. O que pautou a agenda do governo foi o desmonte do serviço público, como a privatização dos Correios e sanha devastadora para a privatização da Petrobrás, o que só vai provocar ainda mais aumento nas tarifas dos serviços postais e no preço dos combustíveis. A Seguridade Social também tem sido alvo de destruição, de forma acintosa, por este governo neoliberal e extremista.

Os servidores do INSS têm tido enormes dificuldades em cumprir suas metas para receberem sua remuneração integral, pelas constantes mudanças na fórmula de cálculo. Um descaso total por quem está à frente dos cargos decisórios do Instituto para com os trabalhadores. É uma verdadeira devastação nas políticas públicas da Seguridade Social, construídas às duras penas ao longo dos anos pelo movimento sindical, que teve um papel fundamental nas conquistas sociais contidas na Constituição de 1988.

Estamos vivendo um retrocesso sem precedentes. Na Saúde, a situação é a mesma – ou ainda pior. Os investimentos foram congelados ainda lá atrás no governo Temmer, com a edição da PEC 95, a chamada ‘Emenda da Morte,’ quando os gastos com a saúde da população foram congelados, e consequentemente, reduzidos, o que faz piorar ainda mais atendimento básico a população mais pobre.

De modo geral, a população brasileira tem empobrecido cada vez mais; a classe média caiu para patamares de pobreza jamais vistos em governos anteriores; não pode mais pagar seu plano de saúde nem a prestação do seu carro popular e usado; os salários dos servidores estão congelados a vários anos e sem perspectivas de reajuste com esse (DES)governo. O último reajuste que tivemos foi em 2016(5%) e 2017 (4,75%), no governo Dilma, resultado das negociações da greve de 2015.

Apesar de todas as dificuldades, o movimento sindical com muita luta e pressão em cima dos deputados, conseguiu barrar a Reforma Administrativa, o que seria um verdadeiro desastre não só para os servidores, mas para toda a sociedade brasileira, pois seria o desmonte quase que total dos serviços públicos essenciais e a entrega para a iniciativa privada explorar comercialmente serviços primordiais como Saúde e Educação.

Em 2022 companheiras e companheiros, vamos precisar ainda mais de revigorar nossas energias e disposição de luta para evitarmos uma catástrofe maior, a entrega total dos serviços essenciais à iniciativa privada, nos privando da acessibilidade do que é mais básico para um ser humano viver com dignidade: saúde, educação e um salário digno para nos mantermos. Lembremos a todos que é um ano crucial para a vida dos brasileiros, pois teremos eleições e está em nossas mãos mudar os rumos desse País e trazer ventos de esperança para todos. Nesse contexto, nós da direção temos um importante papel junto à categoria no próximo ano.

A luta continua!

­Diretoria Colegiada do SindsprevPB