Relatório da reunião do Consórcio de Sindicatos com o presidente do INSS
Na manhã desta terça-feira (28), o Consórcio de Sindicatos da Seguridade Social se reuniu com o novo presidente do INSS, José Carlos de Oliveira, para debate a atual situação do órgão e cobrar ações efetivas para que as reivindicações dos servidores sejam cumpridas. O diretor do SindsprevPB, Sérgio Fonseca, servidor do INSS, participou da reunião.
Confira abaixo o relatório.
Relatório da Reunião com o presidente do INSS
Aos 28/12/2021, às 10 horas, na abertura da reunião o servidor Jose Carlos de Oliveira falou da satisfação pessoal em ser o presidente do INSS, pois o mesmo é funcionário do antigo INPS, tendo sido agente administrativo e hoje Técnico do Serviço Social.
Com essa introdução, ele falou que deseja que o INSS volte a despertar na população a sua grandeza, continuou dizendo que ao contrário do seu antecessor pretende melhorar o atendimento presencial na Agências, reabrindo as que foram fechadas e viabilizando o seu funcionamento na integralidade.
Vilma Ramos pediu a palavra e falou que havíamos pedido a reunião com o presidente do INSS para viabilizar as negociações da categoria com o governo visto que temos muitos assuntos pendente que afetam diretamente os servidores e como consequência a qualidade do serviço prestado a sociedade.
Pedro Totti, presidente do SINPINSS SP, ponderou que o INSS tem uma pendência com os servidores desde a Greve de 2015, como por exemplo o Comitê Gestor da Carreira do Seguro Social, que apesar de fazer parte do acordo de greve encontra-se parado no Ministério da Economia.
Ao responder ao líder Sindical, o presidente do INSS se comprometeu em viabilizar a tramitação do Comitê Gestor Pessoalmente. João Torquato, sindicalista do DF, ponderou que a categoria estava insatisfeita com a possibilidade de não ter sido contemplada com o reajuste anual dos servidores públicos e que apenas os servidores das Polícias Federal e Rodoviária Federal foram contemplados no orçamento para o reajuste em 202.
Todos os sindicalistas presentes foram uníssonos nessa reivindicação e colocaram para o presidente que a defasagem salarial já alcançou o patamar segundo o DIEESE de 48,01 %, e com relação a composição da nossa remuneração, que é composta do Vencimento Básico, GAE e GDAS, Auxílio Alimentação, sendo que o Vencimento Básico equipara-se ao salário mínimo, um verdadeiro descalabro, pois não temos segurança em continuarmos recebendo essas gratificações que sempre são cobiçadas pelo governo de plantão.
O presidente concordou com a ponderação e afirmou que essa é mais uma das bandeira que o mesmo nos ajudará a defender. Foi falado também do PLP 189, que tramita na Câmara dos Deputados e que trás uma armadilha em um dos seus artigos que tira dos servidores da Carreira do Seguro Social a atribuição privativa da carreira no que tange a concessão de benefícios previdenciários.
Mais uma vez, o presidente se comprometeu, em junto conosco, fazer gestão na classe política para alterar o PLP 189. Os sindicalistas presentes cobraram a volta do REAT que o presidente anterior havia encerrado. Esse tema ficou para uma próxima reunião específica. Cobramos também a volta das perícias médicas para os servidores.
O presidente informou que já está viabilizando, pois tem mais de 30 mil atestados para serem analisados e que é um absurdo que tenhamos chegado a esse ponto.
Ele falou também que está esperando a nova estrutura do INSS, que deverá ser publicada em 24 de janeiro, e que vai continuar lutando para humanizar o INSS, e está estudando contratar uma empresa para fazer os Ludos Técnicos para que os servidores que trabalham nas APS voltem a receber a insalubridade.
Vilma ponderou dizendo que esse convênio poderia ser feito com a GEAP que já existe decisão judicial nesse sentido. Foi falado também do Banco de Horas, das metas absurdas, da retomada da discussão da pontuação, todos esses temas foram abordados e o Presidente mostrou-se sensível em estudá-los.
Os Sindicalistas presentes na Reunião informaram ao presidente do INSS sobre a insatisfação da categoria e de que estamos nos mobilizando para se necessário for participarmos de um movimento em conjunto com os federais para reivindicarmos a reposição salarial anual, visto que o último reajuste foi em 2017 fruto da greve do ano de 2015.

