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Quase 60% dos brasileiros têm medo de perder o emprego, revela CNI

Com a taxa de desemprego alta (11,8%), 12,6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras fora do mercado de trabalho e 38,8 milhões (41,4%) da população ocupada trabalhando na informalidade, segundo a Pnad, do IBGE, o índice de brasileiros com medo de perder o emprego atingiu quase 60% em setembro.

De acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Medo do Desemprego, que varia de zero a cem pontos, atingiu 58,2 pontos no mês passado. O índice é 1,1 ponto menor do que o registrado em junho.

O medo do perder o emprego é maior entre os moradores da região Nordeste (69,7 pontos), que registram as maiores taxas de desemprego e menor no Sul (47,7 pontos), que tem taxas de desemprego menores. No Sudeste, o índice de medo foi de 58,5 pontos e, no Norte/Centro-Oeste, de 49,3 pontos.

Confira as taxas de desemprego das capitais no trimestre encerrado em agosto:

DIVULGAÇÃO/IBGEDivulgação/IBGE

A maior queda no medo do desemprego foi verificada entre as pessoas com menor escolaridade e renda. Entre os que têm até a quarta série do ensino fundamental, o indicador caiu 5,4 pontos e saiu de 65,1 pontos em junho para 59,7 em setembro. Entre os que recebem até um salário mínimo, o medo do desemprego recuou 4 pontos, passando de 72,8 em junho para 68,8 em setembro.

Satisfação com a vida

A pesquisa também mostra o grau de satisfação dos brasileiros com a vida. O índice de satisfação com a vida alcançou 69 pontos em setembro, 1,6 ponto acima do de junho – 3,1 pontos a mais do que o registrado pela pesquisa da CNI em setembro do ano passado, mas abaixo da média histórica de 69,6 pontos.

A satisfação com a vida aumentou em todas as regiões do país. A satisfação com a vida é maior no Sul, onde alcançou 71 pontos. No Nordeste ficou em 68,1 pontos, no Sudeste foi de 68,8 pontos e, no Norte/Centro-Oeste, de 68,6 pontos.

Esta edição da pesquisa trimestral ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre os dias 19 e 22 de setembro.

Escrito por: Redação CUT com informações da Agência Brasil.