Centrais defendem Previdência Social na discussão com Mantega

Publicado em: 00/00/0000 ás 00h00

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Em reunião nesta segunda-feira (25) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as centrais sindicais defenderam a contribuição previdenciária por parte dos empresários. A proposta inicial de desoneração da folha de pagamento foi duramente criticada pelos dirigentes sindicais e o Governo voltou atrás e deve repensar essa questão.






De acordo com a assessoria do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a perda com a desoneração da folha, no caso da Previdência Social seria de R$ 24 bi e seria compensada pelo Tesouro Nacional.






O ministro e sua equipe apostam no crescimento no número de empregos formais e conseqüentemente numa maior arrecadação para os cofres da previdência. A proposta determina que os atuais 20% descontados do INSS cairiam para 14%.






Futuro



Para os dirigentes sindicais a saída não pode ser a desoneração única e simples da folha de pagamento. A preocupação dos representantes dos trabalhadores é com o futuro da folha de pagamento do INSS.






O Presidente que participou somente do final da reunião concordou com as ponderações dos dirigentes sindicais e pediu que a proposta seja revista com mais calma. Com o alerta de Lula, é possível que a redução da alíquota fique fora da reforma tributária e seja discutida posteriormente em forma de um projeto de lei.






Jornada de trabalho



O tema que vem sendo a bandeira número um do movimento sindical, a redução da jornada de trabalho, sem a redução de salário, foi também tema da reunião. Os dirigentes cobram a parte dos empresários para que a geração de empregos seja efetivada, e a redução é uma das ações nesse sentido.






Os empresários nem sempre conseguem um acordo que possa beneficiar os trabalhadores. Entre eles, compensar a redução da contribuição patronal e redução da jornada. Mas a idéia nem sempre é bem vista no meio empresarial, que quer manter seus lucros e diminuir seus custos.






Educação



Já a contribuição do salário educação da folha de pagamentos foi retirada da proposta, consensualmente entre o Governo e as centrais. Na proposta do Governo, a alíquota de 2,5% sobre a folha de pagamentos paga pelas empresas deixará de existir.






O ministro garantiu que o Ministério da Educação não perderá recursos, já que essa conta será paga pelo Tesouro Nacional. (André Santos)




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