Crônica de uma morte anunciada: exoneração do presidente do INSS

Publicado em: 18/05/2018 ás 11h14

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Crônica de uma morte anunciada: exoneração do presidente do INSS
A exoneração do presidente do INSS Francisco Lopes - por ter assinado um contrato com empresa de informática que tem sede numa loja de bebidas e ter ignorado um parecer técnico contrário aos equipamentos que seriam comprados– demonstra o quanto é maléfica a nomeação de pessoas que não conhecem a instituição e sua estrutura.


Francisco Lopes – indicado pelo PSC de Sergipe - foi mais uma escolha feita pelo governo ilegítimo Temer para agradar deputados e senadores da base aliada, e consumar o golpe que veio para retirar direitos dos trabalhadores e para acabar com a distribuição de renda realizada Previdência Social, tornando-a inviável. Essas indicações políticas só veem trazendo prejuízos e afundando ainda mais uma instituição que tem servido, ao longo dos anos, seu propósito, que é fazer justiça social. É a tática maléfica do governo para justificar a privatização.


A falta de postura de Francisco Lopes – que deveria ter levado em consideração parecer técnico contrário aos equipamentos fornecidos e de não ter checado a idoneidade da empresa que estava contratando para substituir a DataPrev, maior banco de dados do país e prestador de serviço ao órgão- só prova uma coisa: a falta de compromisso e a irresponsabilidade do gestor. Essas medidas deveriam ser premissa de quem zela pela coisa pública e pelos trabalhadores. Com essa atitude descompromissada e o toma lá da cá de cargos promovido pelo governo para conseguir se sustentar politicamente, todos saem perdendo.


As indicações políticas têm levado o caos para dentro INSS. As consequências são muitas: agências sucateadas e sem pessoal suficiente para atender, milhões de benefícios represados, não realização de concurso público para reposição de pessoal, entre outros entraves sofridos pelos trabalhadores e pelos segurados.


O INSS e seus servidores não merecem tamanho descaso. A instituição não pode ser usada para barganha política. Deve sim ser conduzida por servidores de carreira como foi implementado no governo eleito e destituídos pelo golpe. Somando-se a isso, é claro, o conhecimento técnico dos serviços da legislação referente à função. Esse é o papel que desejamos que a instituição cumpra junto à sociedade. Essa é a verdadeira missão do INSS.


Continuamos na luta contra o desmonte do estado. Diretoria Colegiada do SindsprevPB

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