Morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes ferem o Estado Democrático brasileiro, diz CNTSS/CUT

Publicado em: 16/03/2018 ás 10h06

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Morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes ferem o Estado Democrático brasileiro, diz CNTSS/CUT
Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT



A CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social soma-se a milhares de pessoas e entidades do país e do exterior que estão perplexas com os assassinatos brutais da vereadora carioca pelo PSOL – Partido Socialismo e Liberdade, Marielle Franco, e de Anderson Pedro Gomes, o companheiro de militância que dirigia o veículo em que ambos foram abordados e mortos covardemente a tiros na região Central do Rio de Janeiro. O Brasil, vítima de tantas atrocidades advindas de um período fascista inaugurado recentemente com o golpe de 2016, convive agora com esta nova etapa da barbárie decorrida da quebra do pacto democrático e exposição permanente da putrefação que tomou conta de nossas Instituições da República.



A morte cruel com indícios explícitos de execução chocou o mundo e a cada um que luta por cidadania, mais direitos, dignidade, Democracia e contra as violações aos direitos humanos. A Confederação manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos, companheiros de militância e à população carioca pela dor que estão sentindo com as mortes violentas de Marielle e Anderson. A sociedade civilizada cobra das autoridades locais e nacional uma investigação rigorosa e pautada criteriosamente na verdade para que os mandantes e executores destes crimes sejam julgados e exemplarmente punidos. Muitos são os filhos e filhas do Rio de Janeiro vitimados pela violência urbana e institucional que tomou conta do Estado e que não podem ter suas mortes subestimadas pelos poderes públicos.



As mortes de Marielle e Anderson na noite de 14 de março representaram um novo atentado ao Estado de Direito e à Democracia brasileira. São crimes que não podem simplesmente cair nas estatísticas de violência contra trabalhadores, índios, lideranças sindicais e de movimentos sociais. O massacre de ativistas progressistas e da população empobrecida tem sido quase diário em nosso país sem que os culpados sejam punidos e, em muitos casos, com a suspeita de acobertamento das autoridades. Marielle Franco era uma destas vozes que denunciam as atrocidades num Rio de Janeiro dominado pelas violências do crime organizado e das polícias e que agora presencia uma intervenção militar proposta por Temer com a única finalidade de desviar a atenção da opinião pública de suas medidas predatórias e tentar alavancar sua popularidade que hoje chega a um dígito nas pesquisas.



Marielle sofreu uma emboscada numa rua escura do Rio de Janeiro. Assim agem os facínoras e criminosos. A vereadora voltava de um encontro onde discutira o empoderamento das mulheres negras. Suas últimas imagens demonstram claramente sua personalidade sempre tão solidária e convicta de seus posicionamentos políticos e sociais. O sorriso sincero e acolhedor de quem clama por Justiça e os pronunciamentos comprometidos com as populações vulneráveis de um Rio de Janeiro tão vilipendiado e sofrido não farão mais parte do cotidiano de amigos, parentes e companheiros de luta. As muitas manifestações que estão programadas para esta quinta-feira em sua homenagem demonstram a indignação que tomou conta do país contra a barbárie que estamos vivendo. Enganam-se os que pensam que sua morte vai ficar esquecida. Marielle estará sempre presente nas lutas por igualdade e democracia.




Direção da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, entidade a qual o SindsprevPB é filiado

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